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Alegre recusa rompimento do acordo com 'troika'

O antigo candidato presidencial Manuel Alegre recusou hoje o rompimento do acordo com a 'troika', sublinhando que o problema está na política de austeridade que tem de ser derrotada.

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«Se o PS cortar com a 'troika' depois quem é que vai pagar os salários, de onde é que vem o dinheiro? É preciso é mudar as políticas de austeridade que estão a ser impostas pela 'troika' em toda a Europa», defendeu o 'histórico' socialista, quando questionado sobre a sugestão de Mário Soares de que o PS deve romper o acordo com a 'troika' porque a situação evoluiu e a austeridade não funciona no país.

Manuel Alegre, que falava à margem da entrega dos prémios Pessoa, na Culturgest, em Lisboa, insistiu na ideia de que o problema é a política de austeridade, que está a destruir a economia, o emprego e a vida das pessoas,e apontou ainda os casos em que a derrota dessas políticas já aconteceu.

«Foi derrotada na França, foi derrotada na Grécia e foi agora derrotada na Alemanha, na Renânia, a senhora Merkel levou finalmente uma 'sova' eleitoral que já estava a precisar», referiu.

Manuel Alegre ressalvou ainda que ao contrário de algumas pessoas, não subestima o novo Presidente François Hollande, cujo triunfo «já foi uma brecha na muralha».

Ainda a propósito da situação internacional, o antigo candidato presidencial e ex-deputado socialista disse não acreditar na saída da Grécia do Euro, embora não exclua a possibilidade de se realizarem novas eleições.

«A democracia funcionou, agora também é preciso que os políticos compreendam os recados que recebem, têm de ser responsáveis», enfatizou, congratulando-se pela derrota da austeridade e pela vitória das esquerdas.

Contudo, acrescentou, «é preciso que a vitória das esquerdas sirva para alguma coisa e que os políticos sejam responsáveis e saibam interpretar o sentido do voto popular».

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