eleições presidenciais

Cavaco recebe maior fatia por despesas eleitorais

O Presidente reeleito vai receber dois milhões de euros de subvenção estatal, na sequência das eleições presidenciais, a maior fatia do orçamento destinado às despesas eleitorais.

Pelo contrário, as contas de Manuel Alegre são as que sofrem o maior "rombo". De acordo com as contas feitas esta manhã pelos jornais, o candidato poeta vai receber menos meio milhão de euros do que o previsto.

Manuel Alegre tinha previsto receber do Estado 1 milhão e 350 mil euros, foi isso que declarou ao Tribunal Constitucional, mas afinal vai receber cerca de 800 mil euros.

Os menos de 20 por cento de votos conquistados pelo candidato poeta justificam esta diferença.

Também Francisco Lopes vai receber menos que o orçamentado. Pelas contas do Jornal de Notícias, o candidato do PCP vai receber cerca de 424 mil euros, cem mil abaixo do esperado.

Apenas Cavaco Silva e Fernando Nobre vão receber mais do que os próprios previram.

Nobre previa receber do Estado 130 mil euros e porque teve mais de 14 por cento de votos vai receber 620 mil euros do Estado.

Já Cavaco Silva fica com a fatia de leão vai receber mais 350 mil euros que o que o estimado inicialmente no orçamento da campanha.

O candidato reeleito Presidente fica com praticamente metade da subvenção disponível.

No total com estas eleições o Estado gastou praticamente quatro milhões de euros em subsídios atribuídos aos candidatos, menos a dois que não tiveram votos suficientes para terem direito a subvenção estatal. São eles Defensor Moura e José Manueal Coelho que não chegaram aos cinco por cento de votos.

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