PEC

Discussão de PEC4 no Parlamento é decidida hoje

A conferência de líderes reúne-se hoje para agendar a discussão e eventual votação das novas medidas de austeridade apresentadas pelo Governo, e que está no centro da crise política.

O primeiro-ministro, José Sócrates, avisou que uma moção contra o PEC significaria a abertura de uma crise política e o líder do PSD, Passos Coelho, tem-se mostrado «irredutível» na rejeição das medidas.

«Se a Assembleia da República decidir uma moção contra o PEC, isso significa que o país não está em condições de se comprometer internacionalmente, nem o Governo está em condições de se comprometer internacionalmente. Isso significa, do meu ponto de vista, uma crise política», começou por dizer há uma semana José Sócrates.

Já o líder do PSD está convencido que «da clarificação desta crise pode sair um futuro Governo mais forte do que este, com mais autoridade, mais respeitado e mais respeitador de Portugal e dos portugueses».

Para já, está previsto que o CDS-PP, o Bloco de Esquerda e o PCP apresentem na Assembleia da República resoluções sobre o PEC.

O PS tem mantido que a apresentação de um projecto de resolução de apoio ao PEC ainda não está decidida, mas tanto o líder da bancada parlamentar, Francisco Assis, como o primeiro-ministro afirmaram que os socialistas tentarão evitar a crise política.

Apesar de os socialistas aceitarem viabilizar as votações para quarta-feira, Francisco Assis, voltou a fazer na segunda-feira um apelo «ao sentido de responsabilidade» da oposição perante o PEC.

O último apelo do dia ficou a cargo do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, que sublinhou que está em causa o «interesse nacional».

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