Política

Mira Amaral defende «grande» coligação entre PS, PSD e CDS

Mira Amaral, antigo ministro de Cavaco Silva, defende eleições antecipadas e uma «grande» coligação pós-eleitoral entre PSD, PS e CDS-PP. Considera ainda que a crise vai além de 2013.

«O Governo queria de facto provocar uma crise politica. É preciso perceber que o PSD deve ter um grande sentido de interesse nacional, mas não está ali apenas para assinar cheques em branco passados pelo Governo», afirmou Mira Amaral, que falava à TSF esta terça-feira.

Para o antigo governante, «a situação actual, seja qual for o partido que esteja no Governo, exige grande bom senso, grande ponderação e grande humildade», para além de «consciência face à gravidade da situação portuguesa».

Na visão do antigo ministro de Cavaco Silva, qualquer Governo, mesmo que tenha «maioria absoluta», não conseguirá «fazer as coisas sozinho», daí ser necessário um «grande acordo» entre PS, PSD e CDS-PP, com vista a «tirar o país da situação económico-financeira gravíssima a que fomos levados».

Mira Amaral defende a realização de eleições antecipadas, até porque «este Governo já se arrasta» de forma penosa, lembrando que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, criticou, esta segunda-feira, que o Governo devia ter negociado o novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) com a oposição antes de apresentá-lo em Bruxelas.

O facto de Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, ter sido criticado da forma que foi por António Costa, o socialista que preside à Câmara de Lisboa, é outro exemplo apontado por Mira Amaral para falar no desgaste deste executivo.

Para o antigo ministro, só quem andava distraído não previa uma recessão da economia portuguesa. Defendeu ainda que esta crise «vai além de 2013».

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