Execução Orçamental

Passos Coelho contra qualquer renegociação ou perdão de dívida «à custa dos povos europeus»

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que não apoiará a iniciativa do novo governo grego para a realização de uma conferência europeia para a renegociação da dívida, depois de confrontado pela porta-voz do BE, Catarina Martins.

«Não estarei do lado de nenhuma conferência que seja para perdoar a dívida ou reestruturar a dívida à custa dos povos europeus, isso é claro, muito claro», respondeu o chefe do Governo português.

O primeiro-ministro afirmou que «respeito a escolha dos gregos como espero que na Grécia se respeitem também as opções de Portugal».

As afirmações de Pedro Passos Coelho foram proferidas durante o debate quinzenal, na Assembleia da República.

Durante o debate o primeiro-ministro reclamou sucesso na estratégia de saneamento das contas públicas, destacando a execução orçamental de 2014, e afirmou que a austeridade perde relevância em Portugal e as políticas de crescimento e emprego ganham prioridade.

«Creio que os resultados que apresentámos em 2014 reforçam a nossa convicção de que será possível Portugal ficar abaixo da meta dos 3% este ano e, nessa medida, ter evidentemente o prémio e o mérito consequentes a uma estratégia determinada de sanear financeiramente as contas públicas do país e permitir assim que centremos a nossa preocupação sobretudo nas políticas de crescimento e emprego, em vez de nas políticas de contenção», afirmou Pedro Passos Coelho, na abertura do debate quinzenal no parlamento.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP defendeu, contudo, que é preciso manter o «equilíbrio entre crescimento e responsabilidade perante o futuro», acrescentando: «É o que nós continuaremos a fazer, à medida que a austeridade ganha menos relevância e a nossa capacidade para crescer se vai tornando mais notória».

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