Política

Passos: «Não usaremos nunca a situação que herdámos como desculpa»

O primeiro-ministro indigitado prometeu que o seu Governo nunca se desculpará com as decisões do passado e vai empenhar-se no cumprimento do programa de ajuda externa.

«Não usaremos nunca a situação que herdámos como uma desculpa para aquilo que tivermos de fazer. Daremos, por uma vez, um bom exemplo de poupar ao país durante meses o exercício de evocar a circunstância que herdámos. O país conhece-a, e conhece-a suficientemente bem para não ter tido nenhuma dúvida quanto à necessidade de mudar e de mudar profundamente», declarou Passos Coelho.

No final da cerimónia de assinatura do acordo político de governação entre PSD e CDS-PP, num hotel de Lisboa, Passos Coelho considerou que «esta maioria para a mudança do país tem todas as condições políticas para dar certo e o país tem todas as razões para estar tranquilo» porque «vai ter um Governo que não se vai desculpar com o que aconteceu antes nem com as dificuldades do presente para entregar o resultado que os portugueses querem receber».

Quanto à ajuda externa a Portugal, o primeiro-ministro indigitado afirmou: «Teremos de ser muito diligentes a cumprir o programa que ficou estabelecido com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional. Mas, como tenho dito, precisaremos de surpreender, apostando na transparência, apostando na abertura total do país a uma economia que é global e, ao mesmo tempo, apresentando mais resultados do que palavras».

Passos Coelho acrescentou que «será isso que pautará a ação do futuro Governo» e manifestou-se certo de que dessa forma se criarão «condições de regresso da confiança dos mercados e de toda a comunidade internacional em Portugal».

O primeiro-ministro indigitado disse ainda ter acordado com o CDS-PP uma base programática em que ambos os partidos se revêem, mas que não será divulgada nesta altura.

«Eu só agora vou iniciar todas as diligências visando em concreto a constituição desse Governo e não seria pensável que os futuros ministros não se pronunciassem sobre o Programa de Governo», justificou.

Passos Coelho acrescentou que «assim que o Governo esteja constituído e que possa reunir para poder validar o Programa de Governo, porque é o Governo que o deve fazer, esse documento será apresentado publicamente».

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