PSD

Protesto das polícias não vai ser ignorado pelo Governo

O deputado do PSD e antigo ministro da Justiça, Fernando Negrão, garante que o Governo não vai ficar insensível a um protesto desta dimensão. No Fórum TSF, Nuno Magalhães, do CDS-PP, garantiu que o Governo tem sido sensível às reivindicações das forças de segurança.

O Ministério da Administração Interna ainda não comentou o protesto de ontem das forças de segurança, nem vai comentar para já os contornos da manifestação ou as consequências que retira do sinal de descontentamento dado pelos mais de quinze mil profissionais que participaram no protesto.

Alguma ilação haverá de ser tirada, acredita Fernando Negrão. O antigo ministro da Justiça e deputado do PSD disse ontem, na SIC Notícias, que o protesto não pode ser ignorado pelo Governo.

«Todas essas manifestações têm que ter sempre um eco no Governo, forçosamente. O Governo levará em conta não só o número de manifestantes, que foi significativo, como também o facto de ela ter decorrido de uma forma com parâmetros de ordem», afirmou.

Esta manhã, no Fórum TSF, Fernando Negrão garantiu que «o Governo vai continuar a dialogar» com as forças de segurança. «É preciso ter imaginação suficiente para ir ultrapassando os problemas que as polícias têm com um limite que é o limite das possibilidades do país que atravessa uma crise de enorme gravidade».

No Fórum TSF, Nuno Magalhães do CDS-PP afirmou que durante a manifestação as forças de segurança cometeram alguns exageros que só prejudicam a sua imagem.

Nuno Magalhães garantiu ainda que o Governo tem sido sensível às reivindicações das forças de segurança.

Na quinta-feira, cerca das 20:30, os manifestantes derrubaram as barreiras que tinham sido colocadas ao fundo da escadaria do Parlamento.

O corpo de intervenção conteve o avanço mas não carregou sobre os que protestavam. Os polícias à civil acabaram por recuar depois de terem sido avisados para não forçarem a subida, tal como aconteceu em novembro passado.

Paulo Rodrigues, coordenador da plataforma dos sindicatos e associações das forças de segurança considerou que esse incidente, sem consequências de maior, foi mais uma expressão da frustração dos que se manifestaram e disse que a manifestação valeu a pena.

Apesar de nada de grave ter acontecido, dez pessoas tiveram de ser assistidas pelo INEM perto do Parlamento. De acordo com a PSP, duas pessoas foram identificadas por terem provocado distúrbios.

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