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PSD-Madeira: Jardim confirma expulsão de militantes

A Comissão Política Regional do PSD-Madeira esteve reunida ontem para analisar os resultados das autárquicas em que o partido perdeu sete das onze Câmaras Municipais da região.

As eleições diretas para escolha do novo líder do partido ficaram marcadas para 19 de dezembro de 2014 e o congresso para 10 de janeiro de 2015, revelou Alberto João Jardim.

«A Comissão Política reafirmou que o próximo congresso do partido será feito a 10 de janeiro de 2015 com eleições diretas a 19 de dezembro de 2014 e com posse imediata do novo governo que não será já presido por mim», referiu.

«Ao contrário dos vaticínios tenebrosos que a desinformação desta terra faz, ninguém se demitiu do partido, ninguém se demitiu da Comissão Política, enfim, o catastrofismo da desgraça de alguns não se verificou», observou Alberto João Jardim.

Alberto João Jardim reconheceu ter faltado nas eleições autárquicas «coordenação» a partir da sede do partido, que a descentralização seguida não resultou, lembrando que, na altura própria, disse que não concordava com a metodologia adotada, que houve «listas nada felizes» e que houve «votos comprados».

Referiu que «houve partidos a dispor de quantidades imensas de dinheiros traduzidos em gorjetas, em pagar viagens (...) e que, feitas as contas, não têm tesouraria para isso».

O presidente do PSD-M disse ainda que a reunião «serviu para responsabilizar os novos caminhos que se impõem, saber corrigir os erros e, sobretudo, obrigar que as promessas da oposição sejam cumpridas».

Confirmou que todos os militantes que colaboraram com a oposição «serão expulsos» e indicou que a Comissão Politica Regional decidiu não estar para «aturar mais esse senhor [Miguel Albuquerque que foi adversário de Jardim nas eleições internas do PSD-M em novembro de 2012]».

«O PSD tem que ser um partido em que as pessoas não se podem lembrar do povo só nas campanhas eleitorais, tem que ser PPD/PSD, não pode ser é Passos Coelho/CDS», defendeu.

Alberto João Jardim exige ter um deputado da Madeira elegível nas listas para as eleições europeias de 25 de maio de 2014 e anunciou que os deputados do PSD-M vão desencadear um processo de revisão constitucional na Assembleia da República.

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