Política

PSD pede aos socialistas que não esqueçam o passado

O vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva pediu aos socialistas que ao olharem para o futuro mantenham «os pés bem assentes no presente e sem esquecer o passado».

«Não é possível virar de página, rasgando a página e deixando de atender às condições concretas e objectivas da situação portuguesa», afirmou Moreira da Silva, no final da sessão de encerramento do XVIII Congresso do PS, que hoje terminou em Braga.

O vice-presidente social-democrata defendeu que Portugal tem três grandes desafios pela frente: consolidar as contas públicas, relançar o crescimento económico e gerar emprego.

«Hoje vimos que o PS foi muito célere na crítica aos últimos dois meses e meio de governação mas não foi capaz de assumir os erros do passado nem de identificar propostas concretas para gerar emprego, fazer Portugal crescer e para consolidar as contas públicas», criticou.

Questionado sobre a proposta lançada hoje pelo secretário-geral do PS no final do Congresso -- rever os subsídios de produção de electricidade em alternativa ao aumento do IVA -, Moreira da Silva disse que o partido só poderia pronunciar-se perante uma proposta em concreto. O social-democrata antecipou contudo «um equívoco» por parte de António José Seguro.

«O programa do Governo já identifica como medida aquilo que o líder do PS apresenta como alternativa. No programa do Governo já está identificada a alteração do regime de remuneração das energias renováveis e da cogeração, mas isso não dispensou o aumento do IVA», referiu.

Quanto a outras propostas, o vice-presidente social-democrata garantiu que haverá abertura para as analisar «caso a caso», escusando-se a comentar que o PS não tenha clarificado se está disponível para participar numa revisão constitucional que consagre limites ao défice.

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