ajuda externa

Silva Pereira garante que houve negociação com a "troika"

O ministro da Presidência garantiu, no Fórum TSF desta sexta-feira, que o acordo para a ajuda externa não foi imposto a Portugal e comentou ainda as recentes sondagens.

Tal como já tinha deixado claro o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, quinta-feira na apresentação dos termos do acordo com as entidades estrangeiras, Pedro Silva Pereira começou por dizer que «houve uma negociação muito intensa entre várias hipóteses que foram colocadas em cima da mesa».

Entre as «intenções iniciais por parte das instituições internacionais em múltiplos e variados pontos e a versão final a diferença é bastante significativa em áreas políticas de grande relevância», referiu.

O ministro da Presidência comentou também as mais recentes sondagens. O barómetro da TSF e do Diário Económico apresentado a 20 de Abril e realizado pela Marktest dá um empate técnico entre PS e PSD, mas com o PS um ponto à frente. A sondagem divulgada esta sexta-feira pela Universidade Católica mostra que o PS ultrapassa o PSD nas intenções de voto.

«Os portugueses reconhecem que numa situação difícil para o país, uma governação responsável e uma liderança corajosa é aquilo que melhor serve os interesses nacionais para defender Portugal», considerou.

Pedro Silva Pereira destacou ainda a «descida significativa e abrupta, ao longo do ultimo mês, do PSD», o que, na opinião do governante, revela que os portugueses censuram «uma crise politica inoportuna» provocada pela oposição ao chumbar o PEC4.

O ministro falou ainda na «incapacidade de o PSD revelar preparação para governar e ser capaz de apresentar alternativas de confiança».

Na opinião do governante, o PSD apresentou alternativas que representam «uma aventura», algo de que neste momento os portugueses não necessitam.

Silva Pereira destacou ainda a queda do BE nas sondagens, frisando que isso traduz um «sentimento de desilusão» com um partido que se resumiu ao «protesto» e que é «incapaz de contribuir para soluções».

Além disso, acusou o BE de ter contribuído para «esta oportunidade para a direita chegar ao poder» ao juntar-se no chumbo do PEC4.

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