Política

Socialistas pressionam intervenção de Cavaco Silva

Em declarações à TSF, os socialistas João Soares e Correia de Campos consideram que o Presidente da República deve intervir na situação política do país.

Entrevistado pela TSF, o socialista João Soares considerou que o Presidente da República, Cavaco Silva, deve intervir na situação política que o país atravessa, sublinhando que a clarificação política não passa por eleições antecipadas.

«O Presidente da República tem aqui uma particular responsabilidade que não pode de forma nenhuma iludir e terá que responder às dificuldades por que o país está a passar. Deixar abrir uma crise política era um erro dramático pelo qual o Presidente não pode deixar de ser responsabilizado», explicou.

João Soares reconheceu que nesse cenário, o PS pode perder as eleições.

«O primeiro-ministro tem feito tudo o que está ao seu alcance e com uma determinação e energia insuperáveis para defender os interesses nacionais. Seria lamentável, além de poder ser trágico, que se abrisse uma crise política em cima de uma situação tão complexa como a que estamos a viver. Não creio que eleições antecipadas clarificassem o que quer que seja», considerou João Soares.

No mesmo sentido vão as palavras do antigo ministro da Saúde do anterior Governo, Correia de Campos, que apela à intervenção de Cavaco Silva.

«O papel do Presidente da República é manter as instituições em funcionamento, se o Presidente pensar que as instituições já não estão estáveis fará o que entender mas também suportará as consequências disso», comentou.

Quanto a apresentação do novo pacote de medidas de austeridade, Correia de Campos considerou que o primeiro-ministro, José Sócrates, estará arrependido de não ter informado o Presidente da República.

«O primeiro-ministro devia ter informado o Presidente. Ele [o primeiro-ministro] deu uma razão que me parece que tem alguma lógica, mas em qualquer circunstância penso que o devia ter feito. Ele próprio deve estar arrependido de não o ter feito. Isso não foi correcto mas não é nada que não seja superável», referiu Correia de Campos.

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