Legislativas

Sócrates acusa PSD de «arrogância» e de fazer campanha de insultos (actual.)

O secretário-geral do PS acusou, este domingo, o PSD de comportamento arrogante, ao pretender afirmar-se como detentor absoluto da verdade, e de fazer uma campanha a insultar e a colocar em causa a seriedade dos adversários.

José Sócrates falava na sessão de encerramento da convenção nacional do PS, no Coliseu dos Recreios, onde procurou colocar em contraponto os estilos de campanha dos socialistas e dos sociais-democratas.

«A direita portuguesa está em contra-ciclo com a sua própria história porque a verdade é que nunca o maior partido da oposição esteve tão à direita como agora, nunca foi tão conservador nos costumes, tão tradicionalista nos direitos, tão retrógrada na visão do mundo, tão neoliberal na economia e tão adversário do estado social em Portugal», afirmou Sócrates.

Argumentos enfatizados pelo líder socialista num discurso em que José Sócrates voltou a acusar o PSD de querer acabar com o Estado social e de ter uma agenda escondida.

«Compreendo bem a necessidade que alguns sentem de disfarçar, nesta campanha, o que realmente querem. Fora do tempo de eleições, defenderam o recuo do Estado social, criticaram o complemento solidário para idosos e consideraram uma irresponsabilidade aumentar o salário mínimo. Mas agora, em campanha, preferem falar em código», declarou o líder do PS.

Em contrapartida a este PSD, existe um PS, argumentou José Sócrates.

«Não andamos a desqualificar moralmente os nossos adversários para tentar ganhar votos, nem nos presumimos detentores únicos da verdade, como se na política a verdade fosse uma graça divina concedida a uns e negada a outros», sublinhou.

A direita dominou o discurso de José Sócrates, que ainda guardou tempo na sua declaração para resumir as ideias do Partido Socialista e criticar a outra esquerda, PCP e Bloco de Esquerda, por preferirem ter como alvo o PS e não o PSD, que pretende acabar com o Estado social.

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