eleições presidenciais

Sócrates admite que problemas nas eleições não deveriam ter ocorrido

O primeiro-ministro reconheceu que os problemas nas eleições de domingo não deveriam ter ocorrido, mas recusou consequências antes do inquérito instaurado.

Falando no Parlamento, no debate quinzenal, José Sócrates afirmou que «o que se passou no domingo não devia ter acontecido», sublinhando que foi «lamentável».

«O ministro teve ocasião de se dirigir a todos os portugueses pedindo desculpa pelo facto»,acrescentou.

Porém, o chefe do Governo recusou retirar quaisquer consequências a nível político antes de saber os resultados do inquérito aberto para apurar as causas do que aconteceu, um inquérito que será realizado pelo departamento de sistemas de informação da Universidade do Minho e que o Governo espera que esteja concluído em duas semanas.

«O que nós não fazemos é retirar consequências imediatamente antes do inquérito. Isso não me parece próprio», afirmou José Sócrates, em resposta a Paulo Portas, líder do CDS-PP, partido que pediu a demissão do ministro da Administração Interna, Rui Pereira.

Perante a resposta de José Sócrates, Paulo Portas afirmou: «o senhor sem se dar conta acabou de demitir o ministro da Administração Interna.»

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