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Correia de Campos entende que medidas para a Saúde «não são cegas»

Ouvido pela TSF, este ex-ministro da Saúde defendeu que as medidas incluídas no pacote de ajuda a Portugal atingem «sectores onde se sabe que existe mais desperdício».

O socialista Correia de Campos considerou, esta quarta-feira, que as medidas impostas no pacote de ajuda a Portugal para a área da Saúde são «muito duras», mas também inteligentes, uma vez que «não são cegas».

«É certamente um programa muito selectivo. Vai aqueles sectores onde se sabe que existe mais desperdício: medicamentos, meios complementares de diagnóstico, horas extraordinárias, repetição de administrações para gerir hospitais e repetição de pessoal», explicou este ex-ministro da Saúde.

À TSF, Correia de Campos, que entende que não vão advir deste programa «situações de ruptura», lembrou ainda que a indexação das taxas moderadoras à taxa de inflação, prevista no pacote de ajuda, deveria ter sido um princípio seguido há muito.

«Fiz isso em três anos e depois suspendeu-se essa indexação de uma forma completamente errada. Portanto, não há nada de extraordinário nessa indexação. Os que até aqui se eximiam do pagamento de taxas moderadoras, alguns deles vão passar a pagá-las», explicou.

Este antigo ministro da Saúde lembrou ainda que este programa promove as Unidades de Saúde Familiares «desenvolvendo um modelo onde a eficiência e o conforto para os pacientes é muito maior» e considerou que estas medidas trarão um «SNS mais justo».

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