Saúde

Grávidas faltam a consultas por falta de dinheiro

O alerta é dos médicos de saúde materna que dizem que há grávidas de algum risco que não vão às consultas e defendem ainda a isenção das taxas moderadoras para jovens até 18 anos.

Em declarações à TSF, o presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente mostra-se preocupado com o acesso aos cuidados de saúde de algumas futuras mães.

«Sabemos hoje que há grávidas que são detetadas com algum risco, que são sinalizadas para os hospitais, e que por dificuldades económicas acabam por não estar presentes nessas consultas», afirma.

Bilhota Xavier sublinha que foram muitos os avanços das últimas décadas, mas admite que o problema é o futuro: as consequências da crise, os cortes na despesa pública e a queda de nascimentos.

Outro problema sério, diz, é o adiamento da maternidade. As portuguesas têm filhos cada vez mais tarde. Uma em cada quatro mães tem mais de 35 anos.

Os médicos que trabalham com os mais novos também estão preocupados com a saúde dos adolescentes. Os especialistas pedem isenções do pagamento de taxas moderadoras, nos centros de saúde, para todos os jovens até aos 18 anos.

A Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente sublinha que os números são preocupantes: apenas 35% dos jovens tiveram, aos 13 anos, uma consulta de vigilância.

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