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Infarmed suspende fármaco para tuberculose por problemas no fabrico

A autoridade do medicamento suspendeu a comercialização de lotes do remédio para a tuberculose Isoniazida Labesfal depois de detetados problemas no fabrico.

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Numa circular divulgada no seu site, a Direção Geral da Saúde (DGS) indica que as administrações regionais de saúde (ARS) devem realizar um levantamento de todos os doentes que estão a fazer tratamento com os lotes alvo de suspensão.

Além disso, deve substituir-se o medicamento suspenso por um produto igual de outro laboratório, adquirido pelos serviços farmacêuticos das ARS.

A recolha dos lotes de comprimidos de 50 e 300 mg de Isoniazida Labesfal foi determinada na sequência de uma inspeção realizada ao fabricante das substâncias ativas, localizado em Gujarat, na Índia.

Segundo o alerta da autoridade do medicamento (Infarmed) colocado na sua página na Internet, foram detetadas «não conformidades críticas às boas práticas de fabrico».

Uma vez que a substância ativa «isoniazida» produzida por este fabricante foi usada nos medicamentos distribuídos em Portugal, o Infarmed determinou a suspensão e recolha imediata dos lotes do medicamento, ordenando que não sejam vendidos, dispensados ou administrados.

Em declarações à TSF, o diretor do Programa Nacional para a Tuberculose, António Dinis, garantiu que, até ao momento, não foram detetados efeitos relacionados com esta falha na cadeia de fabrico.

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