Saúde

Plataforma Independente promete lutar pelos direitos dos dadores

A Plataforma Nacional Independente dos Dadores de Sangue e Medula Óssea é constituída hoje em Aveiro para reivindicar junto da tutela e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação benefícios prometidos há vários anos e que continuam por concretizar.

A plataforma quer dissociar-se das duas federações nacionais, que considera resignadas à vontade da tutela e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, e lutar por aquilo que diz serem direitos dos dadores de sangue.

Em cima da mesa vão estar assuntos como o estatuto do dador de sangue, a isenção do pagamento de taxas moderadoras em hospitais e o seguro do dador.

«Se tenho um episódio qualquer nas urgências de um hospital, o dador de sangue é obrigado a pagar um valor que não devia. Paga para ser solidário», assegura Joaquim Carlos, da Plataforma, que considera que esta é uma das causas para a diminuição do número de dadores em Portugal.

Outro bom motivo para aumentar as dádivas seria a concretização do seguro do dador. «Tem que se transformar numa realidade, mas com este governo tenho sérias dúvidas. Já ouço falar no seguro do dador há 30 anos», acrescenta.

Joaquim Carlos diz também que há empresas que não cumprem a lei e impossibilitam que o dador se ausente do local de trabalho para dar sangue. «Diz a lei que o dador não deve ser penalizado por isso, mas sabes que há empresas que os fazem. Isto devia mexer como um alfinete na consciência dos empresários porque eles também são seres humanos», afirma.

Esta Plataforma afirma representar um terço dos dadores nacionais, quer as duas federações de dadores existentes se fundam em apenas uma, cumpram objetivos, mostrem resultados e angariem mais dadores de sangue.

Atualmente um dador de sangue fica isento das taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários quando dá sangue duas vezes por ano.

  COMENTÁRIOS