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Associações dizem que chefes de Estado-Maior confirmam preocupações dos militares

As associações de oficiais e sargentos defendem que o Conselho de Chefes de Estado-Maior não tinha outro caminho além da manifestação de lealdade ao Governo, mas sublinham que o comunicado de ontem também demonstra um sinal de preocupação.

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Três dias depois dias jantares-debate que reuniram generais e almirantes na reserva e outras dezenas de oficiais, o Conselho de Chefes de Estado-Maior (CCEM) garantiu ontem lealdade perante o Governo na reforma das Forças Armadas e comprometeu-se a defender a «serenidade, a coesão e a disciplina» no setor.

Contactado pela TSF, Manuel Cracel, da Associação dos Oficiais das Forças Armadas entende que, ainda que de forma indireta, os chefes dos vários ramos das Forças Armadas confirmaram as preocupações que saíram do jantar de sexta-feira de militares na reserva.

O líder da associação de oficiais acrescenta, no entanto, que os chefes não podiam deixar de se mostrarem solidários com quem os tutela. No mesmo sentido, vai a leitura de Lima Coelho, dirigente da Associação Nacional de Sargentos.

As duas associações coincidem também num apelo: a participação de militares, enquanto cidadãos, na manifestação do movimento "Que se lixe a troika" agendada para o próximo sábado.

Manuel Cracel diz que os militares têm o dever de não se conformarem com a atual situação. Já Lima Coelho diz a participação de militares enquanto cidadãos no protesto do dia 2 de março é um apelo que faz sentido e é legítimo.

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