Educação

FENPROF e FNE mantêm greve de professores

Os sindicatos dos professores consideram as respostas do Ministério da Educação insuficientes e vão manter a convocação da greve para dia de exames nacionais.

O Ministério da Educação (ME) convocou os sindicatos para um encontro ao final desta terça-feira, depois de as estruturas terem pedido reuniões urgentes para discutir as reivindicações na base da greve marcada para dia 21, quarta-feira.

"Neste momento aquilo que trazemos desta reunião não é suficiente para que possamos estar a decidir sobre a desconvocação da greve. As respostas que recebemos hoje [...] pouco acrescentam ao que foi o documento que nos foi enviado na passada sexta-feira", disse o secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE) à saída da reunião com a tutela.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reuniu-se primeiro com o ministro, Tiago Brandão Rodrigues, e com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, tendo saído do encontro também sem garantias que permitissem desconvocar a paralisação da próxima quarta-feira.

Dias da Silva disse que existe do lado da FNE "disponibilidade para prosseguir ainda o diálogo" e que será entregue ao ME um novo documento na tentativa de "construir uma aproximação" de posições.

O Ministério da Educação garantiu estarem reunidas as condições para que os exames nacionais e as provas de aferição se realizem dentro da "necessária normalidade" com a fixação dos serviços mínimos para a greve dos professores.

FNE e Fenprof anunciaram a greve de professores para 21 de junho, depois de não terem conseguido obter do Governo garantias quanto às suas reivindicações.

Para o dia da greve estão agendadas provas de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2.º ano de escolaridade e exames nacionais do 11.º ano às disciplinas de Física e Química A (uma das provas com maior número de inscritos), Geografia A e História da Cultura e das Artes.

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