
Álvaro Isidoro/ Global Imagens
A notícia é avançada pelo semanário Expresso, que cita o Secretário de Estado da Educação. A ideia é dar a possibilidade às escolas de aprofundarem alguns conteúdos.
João Costa assegura que não quer ser o protagonista que se segue de mais uma revolução curricular. Diz que quer, antes, dar coerência à atual manta de retalhos que são os currículos e que, reconhece, não é só culpa do anterior executivo, vem pelo menos desde os anos 90.
O grande objetivo é que todos os alunos cheguem ao fim dos 12 anos de escolaridade obrigatória com um núcleo comum de conhecimentos. Uma base de saberes essenciais. Assim, cada agrupamento escolar pode dedicar o resto do tempo e dos meios a decidir até 1/4 do currículo, tendo em conta a realidade onde a escola se insere e os recursos que tem disponíveis.
É um desafio a aprofundar, diversificar e gerir tempos, já que de acordo com o recente inquérito do Ministério da Educação a 30 mil professores têm faltado muito. Sendo que, depois, os professores queixam-se que não têm tempo letivo para dar os programas oficiais, por serem demasiado extensos. As aulas tendem a ser mera exposição de matérias e os alunos quase que são obrigados a memorizar para os testes e depois esquecer tudo.
Neste ponto, governo e professores estão de acordo. É preciso que além das competências básicas e comuns, os alunos cheguem ao fim de 12 anos de escolaridade também a saber fazer análise, pesquisa, e gestão do que aprenderam e sobretudo a exercitarem sentido crítico e criatividade.
Para o presidente da Associação dos Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, a ideia é positiva, mas pode criar instabilidade e perturbar o funcionamento das escolas.
Filinto Lima, em declarações à TSF, aplaude a ideia, mas ressalva que tem receio que daqui a quatro anos tudo volte a mudar por isso apela a um pacto para a Educação.