Educação

Reduzir o peso das mochilas? Mudar a lei não chega

O governo reconhece que o peso das mochilas escolares pode transformar-se num problema de saúde mas tem dúvidas sobre a eficácia de um diploma que não seja acompanhado de uma solução mais abrangente.

O Governo defende que uma solução para o peso das mochilas tem de passar por uma abordagem mais abrangente, que não se limite a criar novas leis, mas que tenha em conta as realidades de cada escola.

A ideia foi defendida pelo secretário de Estado da Educação, no Fórum TSF. João Costa lembra que "não vale a pena ter um despacho a dizer que as mochilas devem ter um peso tal e depois não ter uma balança à porta das escolas para avaliar o peso das mochilas". Por isso, defende uma "abordagem plural" que tem de ser tratada com o envolvimento de todos.

João Costa frisa que o Governo está "muito recetivo" não só para tratar o resultado da petição "com o maior cuidado", mas também para trabalhar com os diversos partidos porque, lembra, o que está em causa é um problema de saúde.

Ouvido no Fórum TSF, o secretário de Estado lembrou que o recurso ao suporte digital dos livros pode ser uma alternativa para resolver a questão do peso.

João Costa, entrevistado pelo jornalista Manuel Acácio, falou também da responsabilidade dos professores que, antecipadamente, podem informar os alunos sobre os manuais e os materiais que vão ser usados nas aulas.

Uma proposta de solução para o problema das mochilas passa também pela instalação de cacifos nas escolas, onde os alunos podem deixar o material escolar e livros. O secretário de Estado lembra, no entanto, que não basta que existam cacifos nas escolas. É preciso ter em conta as questões de segurança, quantos existem, em que condições estão.

Uma petição com cerca de 50 mil assinaturas, a pedir um limite para o peso das mochilas às costas das crianças, é entregue esta sexta-feira na Assembleia da República.

  COMENTÁRIOS