Sociedade

Câmara de Pedrógão acredita que número de mortos pode duplicar

O autarca Valdemar Alves lembrou que há aldeias que ainda "não tiveram a devida inspeção pelos bombeiros".

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande está convencido de que o número de mortos provocados pelo incêndio que lavra desde sábado no norte do distrito de Leiria vai ser "mais do dobro" dos 19 inicialmente anunciados.

"Estou convencido de que o número de mortos vai ser mais do dobro" do que foi inicialmente indicado no local, afirmou o presidente do município, Valdemar Alves, que falava aos jornalistas em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), ainda antes de o primeiro-ministro, António Costa, anunciar na sede da Proteção Civil em Oeiras (distrito de Lisboa) que o número de mortos subiu para 24.

De acordo com o autarca, há aldeias que ainda "não tiveram a devida inspeção pelos bombeiros", sendo que o concelho tem muita "população muito idosa" e "não se conseguiu chegar a certos lugares por causa de o fogo" ter bloqueado estradas nacionais e municipais.

Face a um incêndio alimentado por um vento "galopante", sublinhou, algumas pessoas poderão não ter tido tempo para fugir.

Algumas das vítimas já confirmadas "serão do concelho", outras poderão ser visitantes "ou que emigraram de Pedrógão [Grande]", acrescentou.

Para Valdemar Alves, hoje "era impossível" travar as chamas, face ao vento muito forte e às temperaturas muito altas.

No entanto, sublinhou que é necessário "políticas para gestão da floresta".

O fogo deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros e alastrou-se ao município vizinho de Figueiró dos Vinhos.

Segundo a página da Proteção Civil na internet, as operações mobilizam 648 operacionais e 211 viaturas.

Das 19 pessoas dadas como mortas num primeiro balanço, 16 morreram carbonizadas dentro dos carros em que seguiam, na estrada nacional que liga Figueiró a Castanheira de Pera.

Outras três pessoas morreram por inalação de fumos, no concelho de Figueiró dos Vinhos.

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