Sociedade

Noite foi mais fresca mas chamas não deram tréguas aos bombeiros

Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas. Fogo avança para Castelo Branco.

A noite foi mais fresca, mas o fogo que começou em Pedrógão Grande continua por controlar, mantendo-se quatro frentes de fogo ativas.

Ao início da manhã, o comandante das operações de socorro, Elísio Oliveira, disse aos jornalistas que dez pessoas, três das quais acamadas, foram retiradas de casa pelos bombeiros na aldeia de Aguda, Figueiró dos Vinhos, devido ao incêndio que lavra naquela zona.

Este incêndio, que teve início no sábado em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou também para os distritos vizinhos de Castelo Branco e Coimbra.

As chamas chegaram ao distrito de Castelo Branco através do concelho da Sertã e ao de Coimbra pelo município de Pampilhosa da Serra.

O posto de comando operacional está agora no mercado municipal de Avelar, no concelho de Ansião. A Autoridade Nacional de Proteção Civil explica que a mudança de Pedrógão Grande para Ansião se destina a permitir uma melhor cobertura de rede.

Dado o impacto deste incêndio, o Ministério da Educação decidiu suspender as aulas e os exames nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria), Sertã (Castelo Branco) e Pampilhosa da Serra (Coimbra).

Também nas últimas horas, as autoridades reabriram todas as estradas do distrito de Leiria que estavam encerradas devido aos incêndios, mas manteve os cortes de vias nos distritos de Coimbra e Castelo Branco.

Há dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e carros destruídos. É um trabalho que vai começar a ser feito esta segunda-feira. A Ministra da Administração Interna, em declarações domingo à noite, explicava porque é que é difícil contabilizar o número de desalojados.

A ministra Constança Urbano de Sousa não quis comentar o facto de o Ministério Público ter aberto um inquérito criminal para apurar as causas do incêndio em Pedrógão Grande.

A informação foi adiantada pelo procurador distrital de Coimbra, Euclides Dâmaso, que sublinhou que não tem razões para desconfiar das causa naturais, mas sublinha que isso tem de ficar comprovado no inquérito. Caso se confirme que o fogo foi provocado por trovoadas secas, então o processo será arquivado.

Questionada sobre o assunto, Constança Urbano de Sousa preferiu dizer que é preciso concentrar esforços no combate às chamas.

A ministra também não quis responder à questão sobre uma eventual demissão do cargo. Constança Urbano de Sousa diz que o tempo é de ação e não de pensar em ilações políticas.

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