Religião

D. Carlos Azevedo: "Em Fátima não houve aparições!"

O delegado do Conselho Pontifício para a Cultura, do Vaticano explica que Maria jamais esteve, fisicamente, em qualquer parte do mundo, nunca havendo, por isso, aparições mas visões.

Um mês depois da visita do Papa Francisco ao santuário da Cova da Iria, D. Carlos Azevedo defende que "Em Fátima, não houve aparições". Em entrevista à TSF, o delegado do Conselho Pontifício para a Cultura, do Vaticano, de 63 anos, protagoniza a polémica sobre as alegadas aparições da Cova da Iria.

De acordo com este historiador, autor do livro " Fátima - Das visões dos pastorinhos à visão cristã", Maria jamais esteve, fisicamente, em qualquer parte do mundo, nunca havendo, por isso, aparições mas visões como projeções pessoais dos videntes.

Esta tese é defendida e publicada, pela primeira vez, em Portugal, neste livro, cem anos depois das proclamadas aparições, na Serra d'Aire, a três crianças.

Criticando o desleixo da Igreja Católica nesta matéria, durante séculos, o autor baseia-se em investigações dos teólogos Karl Rahner e Joseph Ratzinger, este eleito papa Bento XVI, em 2005. Ratzinger foi analista do "segredo de Fátima", desvendado no ano 2000.

O bispo historiador analisa ainda, nesta entrevista, os comportamentos do Estado português e da Igreja Católica, durante a I República, dominada pela maçonaria anticlerical.

Colocado no Vaticano, há quase seis anos, D. Carlos Azevedo não prevê regressar, definitivamente, a Portugal, nos próximos anos.

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