Sociedade

Diário Económico a caminho da insolvência - trabalhadores fazem apelo

A administração admitiu à comissão de trabalhadores que, perante o facto de não ter conseguido obter uma resposta do comprador, o cenário de insolvência foi colocado em cima da mesa. Reunidos em plenário os trabalhadores fazem apelo à sociedade civil.

Em comunicado, a Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores do Diário Económico escreve que reuniu esta terça-feira com o administrador Gonçalo Faria de Carvalho, que reiterou a intenção de pagar os ordenados relativos a dezembro até ao final deste mês, apresentando nessa altura o plano para pagar os salários de janeiro.

Em relação ao processo de venda, a administração não obteve resposta do comprador, tendo colocado em cima da mesa um cenário de insolvência. Perante esta situação, a Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores do jornal propôs a apresentação, até à manhã de quinta-feira, dos cenários do Processo Especial de Revitalização e insolvência e as implicações de cada um deles.

Num outro comunicado, a direção do Diário Económico pede à administração que encontre uma saída para o jornal o mais depressa possível, sublinhando que a redação não tem condições para continuar a garantir produtos com a qualidade a que habituou os leitores.

A direção do jornal encontra-se demissionária. Raul Vaz é o diretor, Francisco Ferreira da Silva, Tiago Freire e Bruno Faria Lopes os subdiretores.

Plenário de Trabalhadores resulta num apelo à sociedade

Após um plenário, a Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores publicou na página do DE na Internet um apelo "à sociedade portuguesa para que ajude a dar continuidade a este projeto líder da informação económica, comprando o Diário Económico, acedendo ao economico.pt e seguindo o Etv".

No comunicado, os trabalhadores afirmam que vão continuar a trabalhar diariamente "com a mesma qualidade, seriedade e profissionalismo que sempre demonstraram".

"Os trabalhadores decidiram assumir a continuidade do projeto e a viabilidade da marca, já que acreditam que esta tem condições para voltar a prosperar e a contribuir de forma decisiva para o pluralismo da sociedade portuguesa", acrescentam.

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