Coimbra

Duas cheias num mês: Obras no Mosteiro de Santa Clara podem ter sido mal feitas

Responsáveis pelo monumento de Coimbra explicam que o mosteiro continua com 2,5 metros de água, três dias depois das cheias do fim de semana. É preciso estudar as obras feitas em 2008.

A Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) quer fazer um estudo para perceber o que leva o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, símbolo de Coimbra, a ter tendência para ficar inundado.

Num mês, o monumento ficou duas vezes cheio de água. Na primeira os prejuízos ultrapassaram o meio milhão de euros. Na segunda, no último fim de semana, ainda é cedo para fazer contas pois a água continua com 2,5 metros de altura.

A diretora regional de cultura do Centro defende, em declarações à TSF, que é preciso avaliar as obras concluídas em 2008 e que foram feitas no mosteiro e na zona envolvente.

Celeste Amaro recorda que desde 2009 que não existiam inundações, mas agora existiram duas no espaço de um mês, pelo que "gostaríamos de apurar responsabilidades pois as causas podem ser variadas". É preciso fazer "um estudo sobre todo o envolvimento do mosteiro e porque é que a água vem aqui parar".

A responsável diz que é preciso avaliar as obras e até a bombagem da água para evitar novos incidentes.

O sistema de proteção do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha custou 6 milhões de euros durante as obras concluídas em 2008 e agora a DRCC promete consultar os melhores técnicos do país para avaliar a situação.

Depois da cheia de janeiro, a DRCC culpou a EDP por ter aberto as comportas da barragem da Aguieira. Em resposta enviada à TSF, a EDP não explica se já avaliou o que aconteceu no início do ano em Coimbra, mas promete reunir com a DRCC ainda este mês.

A diretora regional de Cultura admite que nesta segunda cheia parece certo que a EDP não teve responsabilidades. A culpa foi apenas do mau tempo.

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