
A decisão foi conhecida esta quinta-feira na reunião do Comité para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO.
A Falcoaria já é património imaterial da Humanidade da UNESCO. Foi este o resultado da candidatura que reuniu 18 países, incluindo Espanha. França, Emirados Árabes Unidos, Síria ou Mongólia. Da parte de Portugal, a candidatura foi apresentada pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos.
O presidente da autarquia estava na Etiópia, onde foi tomada a decisão. Helder Esménio adianta que este reconhecimento representa uma responsabilidade acrescida e garantiu também à TSF que a comitiva festejou a notícia com muita alegria.
Há registos da prática da falcoaria no território nacional desde o século XII. Uma prática que se manteve inalterada. O dossier de candidatura refere que a falcoaria começou por ser uma forma de conseguir alimento, mas foi ganhando outros valores ao longo dos séculos e é hoje uma prática associada à camaradagem e à partilha de valores. É praticada por homens e mulheres em mais de 60 países.
Junta-se à olaria negra de Bisalhães que foi incluída na lista da UNESCO esta quinta-feira. Junta-se também ao Chocalho, à Dieta Mediterrânica, ao Cante Alentejano e ao Fado.