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Fruta roubada: agricultores do Algarve estão desesperados

Os produtores falam em grupos organizados que vendem a fruta em Portugal e Espanha e pedem uma maior fiscalização da ASAE.

Os Produtores de fruta no Algarve estão desesperados com os roubos que têm acontecido nos pomares. Na última sexta-feira, a GNR deteve dois homens de nacionalidade romena, de um grupo que roubava numa exploração agrícola mais de uma tonelada e meia de pera-abacate, mercadoria avaliada em cinco mil euros.

Ainda assim, os produtores garantem que havia mais gente a roubar a fruta. Pedro Madeira, dirigente da FRUSOAL, uma cooperativa de produtores de fruta do Algarve, fala em vários grupos de portugueses, espanhóis e outros estrangeiros que atuam nos pomares algarvios.

"São grupos organizados que estão a alimentar um comércio paralelo de venda à beira da estrada, ou de armazéns que fazem revenda". A fruta habitualmente é comercializada em Portugal e Espanha e a situação tem-se agravado no último ano.

No verão foram toneladas de citrinos, pomares dizimados pelos assaltantes, que trazem carrinhas e que dificilmente conseguem ser detetados até pelas forças policiais. "Eles sentem um barulho, empoleiram-se nas árvores e sobretudo à noite, não se veem".

Além da GNR, a ASAE também tem estado envolvida na deteção destes grupos, mas os produtores consideram que a sua atuação tem que ser mais eficaz, junto dos comerciantes. Os produtores estão convencidos de que agora, que vai começar a nova época de produção de citrinos, os roubos vão voltar em força.

"São centenas de milhares de euros de prejuízos", garante Pedro Madeira. "Qualquer dia dá-se uma desgraça", adverte. Segundo este dirigente associativo, um agricultor que está a ver escapar entre os dedos a sua sobrevivência e a da família pode "passar-se da cabeça" e começar aos tiros. Uma situação que os agricultores querem evitar a todo e custo, pedindo por isso maior fiscalização das entidades competentes.

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