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Nem no ambiente, nem nos alimentos. Em causa está um herbicida que a Organização Mundial de Saúde considera pode ser cancerígeno. Bloco de Esquerda fala em situação inaceitável.
Chama-se glifosato. É um produto químico altamente tóxico e provavelmente cancerígeno, segundo a Organização Mundial de Saúde. Testes feitos em voluntários detetaram índices deste químico tóxico nas pessoas três vezes mais altos que os detetados na Alemanha, por exemplo.
Portugal gasta por ano mil e seiscentas toneladas de glifosato, mas as autoridades nunca fizeram análises à presença deste herbicida na água, no ambiente ou nos alimentos que consumimos.
A comissão Europeia decide este mês se renova a autorização de venda ao pesticida por mais 15 anos. Em comunicado, o Ministério da Agricultura não esclarece se vai votar contra ou a favor.
Em declarações à TSF, Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora, diz que é urgente e essencial que Portugal vote contra a renovação da licença, sobretudo depois dos testes que provam que há pessoas contaminadas.
A Plataforma Transgénicos Fora fez testes em 26 voluntários e todos revelaram altos índices de contaminação com o Glifosato.
O Bloco de Esquerda (BE) considera inaceitável que se continue a utilizar em Portugal o glifosato. Jorge Costa, deputado do BE, acredita que por causa da crise a utilização dos pesticida terá aumentado.
Jorge Costa considera, ainda, que considera que o governo português tem tido uma posição ambígua, mas espera que essa posição se altere em breve.
O Ministério da Agricultura promete agora iniciar os testes à presença de glifosato.