I Guerra Mundial

Governo quer reabilitação do "último fuzilado português"

João Ferreira de Almeida foi condenado por traição à pátria e fuzilado pelo Exército português na I Guerra Mundial. O "ato humanitário e simbólico" de reabilitação moral chega agora.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma deliberação que propõe ao Presidente da República a adoção de "um ato gracioso de reabilitação moral" do soldado João Ferreira de Almeida, o "último fuzilado português".

Este militar foi fuzilado durante a I Guerra Mundial em 16 de setembro de 1917, após ter sido condenado por um tribunal português por traição à pátria.

O soldado motorista tinha 23 anos, era natural do Porto e foi chofer de Adolfo Hofle, um alemão radicado no Porto, bisavô do atual presidente da Câmara, Rui Moreira.

João Ferreira de Almeida foi abatido em França, próximo de Lille, em 16 de setembro de 1917.

A reabilitação da memória de Ferreira de Almeida foi uma causa assumida pela Liga dos Combatentes há uns anos e agora o governo decide por este "ato de reconciliação".

"Não está em causa nem a reapreciação dos factos ou dos fundamentos da condenação, nem o fundamento de uma indemnização ou perdão de pena", refere o comunicado do conselho de ministros.

Trata-se apenas de "um ato simbólico e humanitário" para reabilitar a memória de um militar condenado "a uma pena contrária aos Direitos Humanos e aos valores consolidados na sociedade portuguesa".

Com esta reabilitação moral, o nome do último fuzilado português passa a poder estar entre todos os que são recordados nas cerimónias evocativas da I Guerra Mundial.

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