Sociedade

Imagens satélite dos incêndios de Pedrogão Grande

É um "sem fim" de área afetada pelo fogo que levou à morte de mais de 60 pessoas.

Imagens captadas, este domingo, via satélite, mostram a área afetada pelos incêndios na zona de Pedrogão Grande. Os fogos provocaram uma das maiores tragédias no país, com a morte de 62 pessoas e ferimentos noutras 62. Balanço atualizado esta segunda-feira de manhã. Quase dois mil bombeiros estão no terreno, em Pedrogão Grande, Góis, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

As imagens foram captadas pelo satélite Deimos-1 da Deimos Imaging, da UrtheCast.

Às 13H desta segunda-feira, havia mais de 40 fogos ativos em Portugal, combatidos por mais de 2500 homens.

Além do incêndio em Pedrógão Grande, outro dos que mais preocupa as autoridades é o que lavra no concelho de Góis, que já tem duas frentes ativas.

À agência Lusa, o presidente da autarquia diz que os meios mobilizados estão a controlar o risco para habitações. "Continuamos com duas frentes, que nos preocupam bastante", admitiu Lurdes Castanheira, acrescentando que "não se pode considerar o fogo dominado, mas do centro de comando dizem que estão a assegurar o controlo".

A autarca do concelho do distrito de Coimbra adiantou que durante a noite estiveram cerca de 350 operacionais no terreno, "entre bombeiros, militares e muitas pessoas a ajudar" e que, no lugar de Cortes, freguesia de Alvares, "as pessoas entraram em pânico porque o fogo aproximou-se muito das habitações".

O município faz fronteira com Pedrógão Grande e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e com o concelho da Pampilhosa da Serra, para onde as chamas progrediram, após deflagrarem no sábado, em Fonte Limpa.

"O fogo iniciou-se numa área de eucaliptal muito densa e propagou-se por aldeias dispersas, com muitos idosos. Alguns tivemos que os tirar das suas casas e acolhê-los no quartel dos bombeiros de Alvares e em Góis, na residência de estudantes", explicou Lurdes Castanheira.

A autarca revelou que, entretanto, as pessoas "já foram para as suas habitações", porque apenas arderam algumas casas devolutas e duas residências de segunda habitação.

"Temos muitos prejuízos, mas felizmente não temos desalojados", salientou a presidente da autarquia, notando que os meios de combate às chamas têm como prioridade "a proteção total às pessoas e às habitações", embora ainda exista "um clima de insegurança e de pânico com a possibilidade de um reacendimento".

As duas frentes de fogo ativas situam-se em Cortes de Alvares e nos lugares de Amioso de Cima e Amioso do Senhor.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o fogo que lavra num povoamento florestal em Góis está a ser combatido por 603 operacionais, apoiados por 173 veículos.

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