
Paulo Cunha/ EPA
É uma das conclusões do relatório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, requerido pelo primeiro-ministro. O presidente, Miguel Miranda, admite que foi um trabalho feito com "enorme pressão".
"O que mostramos agora de uma forma, que julgo exaustiva, é que do ponto de vista da nossa rede, mesmo depois de termos pedido até apoio a colegas de redes internacionais, não existe evidência meteorológica dessa deflagração por descarga elétrica".
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Miguel Miranda, presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, explica assim, em declarações à TSF, que a rede não confirma que um raio esteja na origem do fogo em Pedrógão Grande, que deflagrou no passado dia 17 de junho.
No entanto, ressalva o presidente do IPMA, "não quer dizer que não tenha existido, porque existem fenómenos menos vulgares que podem dar origem a situações de descargas elétricas atmosféricas que não são apanhadas pela rede".
Questionado sobre o grau de fiabilidade dos dados agora apresentados, Miguel Miranda diz que a rede do IPMA te, "como probabilidade aferida cerca de 95 por cento".
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Perante os resultados obtidos, Miguel Miranda afirma que "em relação às questões que nos foram colocadas, já temos as respostas todas capazes de obter. Em relação à qualidade do nosso trabalho, ainda é cedo para tirarmos lições completas daquilo que poderíamos fazer melhor".
Nas declarações à TSF, o presidente do IPMA admite que o documento "pode contar pequenas incorreções. Foi tudo feito com enorme pressão", justificando que "era nosso dever apresentar os dados o mais rapidamente possível. Até porque há outros peritos que precisam deles para trabalhar".
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Miguel Miranda não tem dúvidas que para futuro há um novo desafio a ultrapassar, o acompanhamento de fenómenos muito rápidos. O presidente do IPMA considera que "é necessária uma ligação mais eficiente entre quem está a seguir os fenómenos em tempo real e quem está no terreno. Pode trazer ganhos significativos".
Na próxima quarta-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera vai dar uma conferência de imprensa para tirar todas dúvidas sobre este relatório extenso.
Poucos dias depois do incêndio em Pedrógão Grande, António Costa assinou um despacho onde o primeiro-ministro questiona diretamente os responsáveis máximos da GNR, Proteção Civil e Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) sobre a atuação perante a catástrofe do fogo que deflagrou no sábado, em Pedrógão Grande.
Para António Costa existiam três questões por esclarecer: se existiram circunstâncias meteorológicas invulgares, se a rede de comunicações do SIRESP falhou e se foram tomadas medidas de segurança para acautelar a circulação na Estrada Nacional EN 236.