Drones

Mais um incidente com um drone em Lisboa

O aparelho voou ao lado de um Boeing holandês, quando se dirigia para o Aeroporto de Lisboa. É já o quarto incidente do género no país, desde o início de junho.

Um Boeing da companhia holandesa KLM reportou esta segunda-feira que um 'drone' "voou ao seu lado" a 1.200 metros de altitude, à vertical do Farol do Bugio, no estuário do Rio Tejo, disseram à agência Lua fontes aeronáuticas.

A NAV Portugal, responsável pela gestão do tráfego aéreo, confirmou a ocorrência, acrescentando que irá notificar a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), sendo este o quinto incidente este mês e o nono desde o início do ano.

Segundo as mesmas fontes, o incidente ocorreu pelas 14h30, quando os pilotos do Boeing 737-800, com capacidade para 162 passageiros, se aperceberam de "um drone a voar ao lado", no momento em que o avião estava no corredor aéreo para rumar ao Aeroporto de Lisboa.

O regulamento da Autoridade Nacional de Aviação Civil proíbe o voo destes aparelhos a mais de 120 metros de altura e nas áreas de aproximação e descolagem de um aeroporto.

O GPIAAF anunciou, no último sábado passado, a realização de um estudo de segurança devido aos recentes incidentes envolvendo a presença de 'drones' nas trajetórias de aviões.

"O GPIAAF decidiu iniciar a realização de um estudo de segurança com vista a caracterizar o histórico de ocorrências deste tipo no nosso país, analisar a eficácia da regulamentação nacional sobre esta matéria e comparar com as práticas que estão a ser utilizadas noutros países para a prevenção deste tipo de ocorrências, com vista à eventual emissão de recomendações às entidades relevantes", disse à Lusa o diretor do GPIAAF.

Nelson Oliveira justificou a medida com "a frequência e características das recentes ocorrências envolvendo a presença de 'drones' na trajetória de aeronaves", ressalvando, contudo, que as ocorrências reportadas "constituem uma violação da regulamentação aplicável e um potencial ilícito de natureza criminal por parte dos seus responsáveis".

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