Pedrogão Grande

Sobe para 254 número de feridos nos incêndios de Góis e Pedrogão

Proteção Civil diz que noite foi de acalmia e de consolidação do combate às chamas em Pedrógão Grande.

A noite entre quarta-feira e hoje foi de acalmia na zona afetada pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, mas é difícil prever a extinção do fogo, disse esta manhã o comandante operacional responsável pelas operações, António Ribeiro.

"Este é um trabalho continuado. As causas dos reacendimentos são várias", afirmou António Ribeiro no primeiro 'briefing' do dia, efetuado perto das 10h no posto de comando instalado em Avelar, no concelho de Ansião, distrito de Leiria.

O comandante operacional da Proteção Civil sublinhou que durante a noite houve condições meteorológicas favoráveis que permitiram a realização de trabalhos de consolidação do perímetro afetado.

"Há algumas bolsas com alguma dimensão que não arderam, mas com todo o trabalho feito desde ontem [quarta-feira] e noite, estamos a eliminar esses pontos quentes", explicou. António Ribeiro adiantou que essas bolsas dentro do perímetro do teatro de operação têm "áreas significativas, entre os 20 e os 50 hectares, que não arderam".

No terreno estão atualmente 1.200 operacionais, apoiados por 400 viaturas, para fazer o trabalho de consolidação, rescaldo e vigilância ativa.

Já em relação ao número de vítimas, a atualização feita hoje aponta para 254 feridos nos dois fogos que deflagraram no sábado em Pedrógão Grande e em Góis.

O número de mortes mantém-se nos 64 (no incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande) e 819 pessoas receberam apoio psicológico.

  COMENTÁRIOS