Acordo Ortográfico

Pais e professores contra alterações no Acordo Ortográfico

O assunto voltou à ordem do dia com alguns representantes da Academia de Ciências a defenderem mudanças no atual acordo. Pais e professores preferem que fique tudo como está.

Na terça-feira, a Academia das Ciências de Lisboa (ACL) defendeu, no parlamento, que o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) pode ser melhorado, pois a ortografia desde a sua entrada em vigor tem sido instável.

Entre outras alterações, a ACL considera que devem regressar as consoantes mudas, o acento gráfico em alguns vocábulos, o circunflexo noutros, assim como o hífen.

No Fórum TSF esta manhã, Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português estranha que a mesma Academia que defendeu este acordo, venha cinco anos depois propor uma revisão com grandes consequências.

Do lado dos pais, Helena Pedrosa, da Confederação das Associações de Pais, fala de "uma irresponsabilidade enorme estar a mudar estas coisas assim, sem pensar nas implicações que vão ter" e lançou vários alertas para sublinhar que é preciso rigor.

Na Manhã TSF, o ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que este não é o momento para reabrir o debate sobre o Acordo Ortográfico. Augusto Santos Silva admite discutir eventuais melhoramentos, mas esse momento ainda não chegou.

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