Sociedade

Pérola Negra regressa à noite do Porto

Mário Carvalho conhece a casa que comprou em setembro desde os 18 anos. O novo Pérola Negra, no Porto, abre portas ao revivalismo e a alguns momentos de saudade.

Amante de projetos arriscados e ousados, Mário Carvalho não desistiu até conquistar um espaço na noite portuense, que tão bem conhece. Foi proprietário da discoteca "Indústria", nos anos 80 e abriu, nos anos mais recentes, o café "Lusitano", na baixa da cidade

Em setembro último assinou o contrato que o liga ao Pérola Negra, uma espaço que tanto desejava. A primeira tentativa aconteceu há cinco anos, mas na altura foi "ultrapassado" por um empresário espanhol. Há um ano e meio tentou novamente avançar com o processo de compra, mas mais uma vez não teve sucesso, até que há dois meses foi contactado. Confirmou que se mantinha interessado e daí à compra passaram apenas dois dias.

No espaço, da porta junto à rua, ao rés-do-chão continua tudo igual. O Pérola Negra não muda de nome... Nem muda de decoração, onde as madeiras escuras, as paredes espelhadas, e os bancos forrados a vermelho se misturam à volta da pista de dança, com estrado e bola de cristais.

Discoteca à moda dos anos 80 é o que promete Mário Carvalho, para eles e para elas, "porque agora o Pérola Negra é para todos".

Com um público mais heterogéneo, Mário Carvalho foi obrigado a adaptar o velho, ao novo Pérola Negra. A principal mudança foi a necessidade de ter mais casa de banho para mulheres, já que "existia apenas uma, porque os clientes eram quase todos homens".

Fiel ao espírito dos anos 80, a abertura de pista será a rigor, "com muito fumo e uma música especial, acompanhada de uma dança.

Mário Carvalho quer, com este projeto, que a baixa do Porto tenha um espaço de dança, diferente da oferta monótona, que diz existir.

A casa que viveu do negócio do sexo passa agora a viver da música, sem moralismos, apenas com dança e copos. "A ideia não é converter a casa ao catolicismo", avisa Mário Carvalho.

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