Incêndios

PSD e BE exigem que Governo esclareça número de vítimas em Pedrógão Grande

Pedido surge na sequência da notícia do Expresso sobre um número de vítimas mortais em Pedrógão Grande, superior ao que tem sido oficialmente anunciado.

O PSD quer esperar por mais esclarecimentos por parte do Governo para compreender a noticia deste sábado, do jornal Expresso, que dá conta de um número de vítimas mortais em Pedrógão Grande, superior ao que tem sido oficialmente apontado.

No entanto, ouvida pela TSF, a deputada Teresa Morais diz que a notícia mostra que há ainda muitas coisas por explicar no caso do incêndio de Pedrógão e que cabe ao Governo dar essas explicações.

Por seu turno, a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu que "o país tem de conhecer exatamente a dimensão da tragédia" do incêndio de Pedrógão Grande.

"É um caso, mas todos os casos são igualmente importantes", afirmou Catarina Martins, em Valongo, distrito do Porto, reagindo à notícia do Expresso que indica que a lista de 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande exclui vítimas indiretas.

"Todas as pessoas têm de ser respeitadas no que aconteceu. Existir um caso significa que há alguma coisa que não está bem feita", disse, acrescentando ser essencial ouvir as populações afetadas pelo incêndio no âmbito da investigação que está a decorrer.

A coordenadora do BE frisou que "nenhuma" pessoa que estava naquela circunstância "pode deixar de ser lembrada".

Segundo o jornal Expresso, a lista de 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande exclui vítimas indiretas. De acordo com o semanário, os critérios para elaborar a lista oficial das vítimas mortais do incêndio "excluem mortes indiretas", designadamente a de uma mulher que foi atropelada quando fugiu das chamas.

O semanário refere que pediu a lista oficial de mortos ao Ministério da Justiça, tendo recebido a indicação de que a identificação das vítimas mortais era "informação emergente da atividade do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e da Polícia Judiciária, integrada no inquérito-crime do Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Leiria, que se encontra em segredo de justiça".

O tema poderá vir a ser chamado à conversa no parlamento, na próxima semana, quando a ministra da Administração Interna for ouvida na primeira comissão parlamentar.

* Notícia atualizada às 14h35 com declarações de Catarina Martins do BE

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