Coimbra

Restauro do Mosteiro de Santa Clara a Velha avança este ano

Um ano depois das cheias que inundaram o Mosteiro de Santa Clara a Velha, foi apresentado, em Coimbra, um plano de recuperação para os estragos do Mosteiro.

Estima-se que as obras possam custar cerca de meio milhão de euros. Vão ser pagas pelo Estado e com recurso a fundos comunitários.

A EDP, que um relatório externo pedido pela Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) aponta como tendo culpas na primeira inundação, não assumiu, até agora, qualquer prejuízo.

Há um ano, as águas do rio Mondego entravam em fúria no Mosteiro de Santa Clara a Velha. As consequências ainda se fazem sentir: "A parte elétrica é sempre um problema: o ar condicionado não funciona, o sistema de rega também não e dos dois elevadores estão por recuperar", Celeste Amaro, diretora regional de cultura do centro, lembra o que ainda não funciona.

O montante das obras de recuperação, cerca de 500 mil euros, não pode ser assumido na totalidade pela DRCC, garante Celeste Amaro. Por isso, surge uma candidatura a fundos comunitários.

Quanto à EDP e à possível responsabilidade nas primeiras cheias, a diretora esclarece. A DRCC mandou elaborar um relatório a um engenheiro na área de hidráulica. Um relatório externo que "aponta a responsabilidade da EDP na primeira inundação". Mesmo assim, até agora não chegou qualquer apoio por parte da EDP.

Celeste Amaro lembra que, mais importante do que saber quem paga a obra, é que estas aconteçam até porque há quem não tenha hipótese de visitar o espaço. Desde essa altura que é impossível a visita por parte de pessoas com mobilidade reduzida e os improvisos são vários. "Principalmente quem vai em cadeira de rodas é impossível. Só vê por fora", explica.

As obras de restauro do Mosteiro de Santa Clara a Velha devem avançar ainda este ano.

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