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TAP volta a discriminar candidatos a empregos

Socialistas acusam companhia aérea de fazer o contrário do que prometeu ao Parlamento, continuando a privilegiar candidatos mais novos. TAP diz que alterou a política de recrutamento.

Um grupo de oito deputados do Partido Socialista acusa a TAP de discriminar os candidatos a empregos na empresa em função da idade, contrariando o que tinha dito ao Parlamento.

Os representantes do PS explicam que tiveram acesso a um regulamento para recrutar comissários e assistentes de bordo, datado de maio, onde é "claramente indicado que aos candidatos será aplicado um coeficiente variável consoante a idade, tornando-o um fator preferencial de exclusão com três coeficientes distintos de idade (31-35 anos, mais de 35 anos e mais de 40 anos)".

Numa pergunta enviada ao Ministério que tutela a TAP (Ministério do Planeamento e Infraestruturas), os deputados socialistas dizem que a "situação é especialmente grave não só por manter uma política discriminatória que a TAP deveria abandonar mas sobretudo por contradizer aquilo que já tinha sido oficialmente comunicado à Assembleia da República".

Recorde-se que já em outubro de 2016 os deputados do PS tinham questionado o Governo sobre a política interna de discriminação da TAP em função da idade dos candidato a um emprego.

Depois das perguntas, a empresa anunciou em janeiro que ia acabar com essa política interna, garantindo que "tinha sido sensível às observações que lhe tinham sido colocadas".

Agora, perante estes novos factos, os deputados do PS querem saber se o Governo conhece o comportamento da TAP e se vai dar orientações à empresa para que corrija uma política discriminatória contrária às "políticas de igualdade e responsabilidade social" do partido.

Em resposta à TSF, a TAP diz ter alterado a política de recrutamento. "O regulamento para seleção de comissários/assistentes de bordo deixou de considerar a idade como elemento relevante no recrutamento".

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