Sociedade

Casa saudável. Tire tudo o que é eletrónico do quarto, prefira as plantas 

"Uma casa mais saudável, uma família mais feliz" é um livro que tem um capítulo inteiro dedicado ao quarto. Mas há mais, muito mais informação para viver numa casa saudável.

Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes viveram numa "casa doente". Ela teve dois abortos antes de chegar à conclusão que "havia uma série de fatores que tornavam a casa imprópria". "Em frente à varanda do nosso quarto tínhamos dois postes de média-alta tensão, havia problemas associados ao subsolo terrestre, tínhamos materiais no quartos propícios a fomentar este tipo de radiações", explica Miguel.

Foi isto que os levou a especializarem-se em bio-habitabilidade e a criarem a empresa Habitat Saudável, que projeta e harmoniza espaços.

O livro, editado pela Esfera dos Livros, tem um capítulo exclusivamente dedicado ao quarto. "O quarto deve ser um espaço para dormir", reforça o geógrafo que gosta de estudar os efeitos nefastos das radiações na saúde humana. "O ideal é não existir qualquer tipo de equipamento eletrónico, como telemóveis, tablets ou computadores".

Miguel Fernandes explica que "a glândula pineal que segrega a melatonina - que é algo essencial em termos de regeneração celular - é radiossensível, fotossensível e termossensível". Daí o quarto saudável dever estar na temperatura ideal, às escuras e sem equipamento eletrónico.

Por outro lado, as plantas são aconselháveis, diz Marcelina Guimarães "para que o ar seja mais saudável e purificado".

Se falarmos nas crianças, devemos ter estas questões em maior destaque. "O desenvolvimento neuronal das crianças é muito incipiente, são mais sensíveis à absorção das radiações eletromagnéticas", diz Miguel Fernandes.

Marcelina lembra, por outro lado, que hoje em dia as crianças "estão em contacto com este tipo de fontes mal nascem", o que não acontecia antigamente.

"Estão a um nível de exposição muito elevado e não sabemos o que poderá acontecer a esta geração futura, não há estudos, é algo muito recente", faz notar a arquiteta, sublinhando, no entanto, que "há provas de que fará mal". "Perigos de tumores cerebrais, leucemias infantis, algumas doenças autoimunes", enumeram os autores.

Os autores Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes vão estar no Greenfest, um evento sobre sustentabilidade, que arranca esta sexta-feira no Centro de Congressos do Estoril.

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