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No interior do Túnel do Marão

Poupa-se tempo na travessia da Serra do Marão mas, o principal ganho, é mesmo em termos de segurança, uma preocupação "que não tem preço".

O Túnel do Marão é inaugurado este sábado, à tarde, e abrirá à circulação a partir da meia-noite de domingo. Para lá do tempo ganho na travessia da serra, em relação ao IP4, que se fixa em cerca de 20 minutos, a outra mais-valia do túnel prende-se com as questões de segurança.

O trajeto será feito em duas galerias gémeas paralelas, com duas faixas de rodagem cada, cerca de 200 metros abaixo do traçado do Itinerário Principal 4. As duas têm uma extensão de 5.665 metros. O túnel e os acessos a Vila Real e Amarante, num total de 26 quilómetros, custaram cerca de 270 milhões de euros. Só em segurança foram gastos cerca de 17 milhões.

André Oliveira, coordenador do empreendimento, diz que o que aqui se ganha em segurança não tem preço. "O ganho que não tem preço, digamos assim, é o ganho em termos de segurança. Quem faz muito o IP4 sabe bem do que falo e quem não faz também sabe porque, aqui ou acolá, há infelizmente notícias drásticas sobre o que se vai passando no IP4".

De acordo com a Infraestruturas de Portugal, a estimativa é a de que a sinistralidade diminua acima dos 26%. Dentro das duas galerias do túnel há vários sistemas de segurança para atuarem em caso de necessidade. Desde logo, uma galeria serve de apoio à outra.

"Permite que os veículos de serviço de emergência externos possam entrar na galeria oposta, até em sentido contrário, se necessário, porque há um sistema de encerramento automático do túnel, para que acedam ao local do incidente através da galeria, a montante, mais próxima".

Para se inteirarem de todas as questões de segurança, já ali estiveram várias corporações de bombeiros, acrescenta André Oliveira. "Já cá tivemos para cima de 500 bombeiros. Temos procurado mostrar, descrever bem, e dar a conhecer esta infraestrutura aos serviços de emergência externa, para que possam atuar convenientemente em caso de emergência".

Nas duas galerias há passagens de emergência para pessoas e veículos. "De 400 em 400 metros, todas elas são pedonais e para automóveis de 800 em 800 metros".

De 120 em 120 metros estão câmaras de vigilância com um sistema DAI - Deteção Automática de Incidente, acrescenta André Oliveira. "Pode ser um incêndio ou a queda de um caixote ou de outro objeto qualquer na via. O que o sistema faz é: capta essa imagem, bloqueia-a e puxa-a para o vídeo hall do centro de controlo, permitindo ao operador atuar de acordo com a rotina que se impõe e que esteja definida pelo próprio software".

Há ainda megafones afastados de 25 em 25 metros para enviar mensagens, em caso de emergência, mensagens que se sobrepõem às quatro emissões de rádio no interior do túnel. Lá dentro haverá também rede de telemóvel e leds azuis de 100 em 100 metros que marcam a distância de circulação. Há bocas-de-incêndio e telefones SOS de 150 em 150 metros.

Sensores ambientais que detetam fumo e acionam a ventilação necessária ao evento. E ainda um cabo de fibrolaser que reage ao calor. Tudo isto é controlado por dois postos operacionais nas entradas do túnel, um centro de controlo local e um centro de controlo remoto, na sede da Infraestruturas de Portugal, em Almada.

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