
Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Ministério da Saúde organiza na terça-feira uma espécie de Web Summit da saúde com 150 oradores e 8 mil visitantes. Vai discutir-se tudo sobre computadores e saúde. Até a lentidão informática no SNS.
Sabia que o principal software usado nos centros de saúde tem mais de 20 anos e é a preto e branco? O exemplo é dado pelo presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), admitindo que é verdade que há um longo caminho a percorrer nesta área no Serviço Nacional de Saúde.
Henrique Martins diz, contudo, que ao mesmo tempo que temos de resolver os problemas básicos da informática da saúde, como o software ou hardware dos computadores dos hospitais e centros de saúde, é preciso pensar mais à frente, até porque médicos e enfermeiros querem mais meios tecnológicos. "O que eles não querem é computadores velhos", afirma.
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A ideia desta entidade tutelada pelo governo é substituir rapidamente o software nos centros de saúde e melhorar de forma mais rápida os computadores no SNS.
Depois, já este ano, o objetivo "ambicioso" é acabar com os exames em papel para que "o cidadão deixe que ter de transportar resultados de análises ou TAC entre as clínicas e os médicos do SNS que pediram esses exames".
Os principais laboratórios terão até meio do ano de enviar as análises pela Internet, um sistema que se irá alargar a todos os laboratórios, se tudo correr bem (o que não será fácil), até 2018. Outra meta é que o médico peça credenciais de um exame sem que o doente vá ao centro de saúde, bastando falar pelo telefone, sobretudo em casos em que o historial do utente é bem conhecido.
Henrique Martins dá o exemplo dos diabéticos, doentes crónicos, que são bem conhecidos do seu médico mas que hoje têm de ir buscar um simples papel, algo que é "uma perda de tempo para o cidadão e para o SNS, além de ser mais caro para todos nós".
Os SPMS são a entidade organizadora do Portugal eHealth Summit que decorre entre terça e quinta-feira em Lisboa. Uma conferência que reúne especialistas nacionais e internacionais em eHealth de universidades, empresas empreendedoras, startups, ordens profissionais, sociedades cientificas, associações de doentes e entidades da Administração Pública.