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Em Portugal existem, pelo menos, 50 musicoterapeutas formados, que trabalham sem reconhecimento profissional.
Os números são avançados pela Associação Portuguesa de Musicoterapia, que criou uma petição e um projeto de lei daquilo que pode vir a ser o enquadramento legal da profissão.
A petição conta já com mais de duas mil assinaturas e a Associação tem esperança que o assunto chegue à Assembleia da República.
A musicoterapia adequa-se a qualquer idade, normalmente é aconselhada por psicólogos, em tratamentos de doenças como depressão, hiperatividade, autismo, ou até mesmo nas doenças da terceira idade associadas à perda de memória e de fala.
Nesta reportagem pode ouvir dois casos de sucesso. O primeiro, do João, que devido ao divórcio dos pais, quando tinha apenas quatro anos, passou a retrair-se e a sofrer de um bloqueio emocional, que a musicoterapia conseguiu quebrar, garante Ana Esperança, musicoterapeuta e que representa a Associação Portuguesa de Musiterapia.
Hoje, o João é uma criança de emoções mais estáveis e sorri mais.
A segunda história é de Maria, uma idosa, institucionalizada que se fechou para o mundo. Maria sofre com a perda da capacidade de organizar um discurso, afasia. Depois de 27 sessões de musicoterapia, Maria já canta.
A musicoterapia pode ser aplicada em problemáticas como hiperatividade, autismo, questões emocionais, comportamentos desafiantes, depressão ou outras doenças psiquiátricas. Mas, também existe musicoterapia pré-natal ou durante o parto.
Os casos de sucesso mostram que a Musicoterapia funciona, mas não existe em Portugal um reconhecimento profissional. Por isso, a Associação portuguesa de musicoterapia avançou com uma petição.