Ambiente

Novo recorde de caça furtiva de rinocerontes na África do Sul

A caça furtiva atingiu um novo número negro na África do Sul. Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Ambiente sul-africano mil e vinte rinocerontes foram mortos desde o início do ano.

«Até à data, um total de 1020 rinocerontes foram mortos para lhe ser extraído o corno desde 01 de janeiro de 2014», indicou o ministério, recordando que o balanço de todo o ano passado foi de 1004 rinocerontes mortos por caçadores furtivos.

A maior parte daqueles animais, cuja caça furtiva se intensificou desde 2007, foram mortos no parque Kruger, na região fronteiriça com Moçambique, onde 672 carcaças foram descobertas pelos guardas do parque.

«O massacre em curso dos rinocerontes para extrair o seu corno alimenta o tráfico ilegal mundial de fauna selvagem, que vale milhares de milhões de dólares e lutar contra aquele flagelo não é simples», sublinhou o ministério sul-africano, que diz utilizar todos os meios, desde da repressão, com penas de prisão muito duras, à sensibilização, e reiterou que pondera legalizar a venda de cornos deste animal como tentativa de acabar com o mercado negro.

Os cornos procedentes do tráfico vendem-se atualmente no mercado negro na Ásia, onde os adeptos de medicina tradicional e os novos-ricos os consumem em bebidas com propriedades curativas.

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