Música

A música pode curar

Rolando Benenzon, um dos pais da musicoterapia, defende que a técnica de comunicar com sons é fundamental para ajudar vários pacientes que não conseguem comunicar através da linguagem verbal.

Benenzon é médico psiquiatra e está em Portugal para um encontro em Leiria, na Sociedade Artística Musical dos Pousos.

Rolando Benenzon descreve a musicoperapia como uma terapia em que o doente utiliza instrumentos primitivos para comunicar: "uma pandeireta, um tambor, um tubo, uma bacia com água, um xilofone... Com isto, o paciente olha para o terapeuta e pensa: o que posso fazer com tudo isto? E aí o doente começa a sentir que se está a expressar de uma maneira diferente e que pode comunicar de outra forma".

Rolando Benenzon desenvolve há mais de 35 anos um modelo de musicoterapia que se aplica a doentes com "autismo, psicoses, esquizofrenia, doenças terminais, Alzheimer ou demência, ou seja todos aqueles que não adquiriram a linguagem verbal ou a perderam".

O médico argentino sublinha ainda que a musicoterapia pode ser também um instrumento fundamental para "grupos de famílias que têm graves problemas com filhos adolescentes, porque, quando eliminamos a palavra, os adolescentes podem expressar livremente sentimentos de raiva ou violência, permitindo a comunicação com os pais".

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