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"Cosmopolis" é «um filme muito contemporâneo», diz David Cronenberg

Em entrevista à TSF, o cineasta canadiano disse ainda que, para ser fiel à obra que está na origem do filme, foi necessário «trair o livro».

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O realizador David Cronenberg considerou, em entrevista à TSF, que o seu filme "Cosmopolis" é uma metáfora dos tempos modernos e que Don Delillo escreveu um livro quase profético. O romance homónimo do escritor norte-americano foi publicado em 2003.

«Estávamos a filmar cenas sobre motins anti-capitalistas nas ruas de Nova Iorque e à noite líamos ou víamos nas notícias as mesmas situações. É algo de bizarro, que torna o filme muito contemporâneo», explicou.

"Cosmopolis", que chega às salas nacionais na quinta-feira, é o primeiro argumento do cineasta em 13 anos e Cronenberg revelou que demorou apenas seis dias para o escrever.

Cronenberg, que fez este argumento a partir de um livro que lhe foi dado pelo produtor português Paulo Branco, lembrou ainda que para se ser fiel à obra, foi preciso «trair o livro».

«Com isso quero dizer que há coisas muito literárias. Ao criar o argumento sabia que havia detalhes que podia deixar de fora, com os quais não podia lidar», adiantou.

O cineasta disse ainda ter ficado pouco satisfeito com o facto de algumas críticas terem considerado esta película como muito teatral só porque está repleta de diálogos e porque a acção acontece quase toda no mesmo espaço.

«Penso que a ideia que algumas pessoas têm do que é teatro, teatral ou cinema é ridícula, porque temos o close-up, a câmara a mexer. Considero que é redutor e até primitivo essa ideia de que se há muito diálogo é teatro», concluiu.

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