Parlamento

Parlamento unânime no pesar pela morte do poeta Herberto Helder

A Assembleia da República foi hoje unânime na aprovação de um voto de pesar pela morte de Herberto Helder, «um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos e um criador de dimensão universal».

«Esta semana, deixou-nos o homem que recusava prémios e entrevistas, que detestava os mecanismos da mediatização, que fora operário metalúrgico, empregado de cervejaria, cortador de legumes e marinheiro. Mas fica o poeta pois, como se pode ler num dos seus poemas, "este dorme, para sempre, na sua obra"», lê-se no texto, apresentado por todos os grupos parlamentares.

Herberto Helder morreu na segunda-feira na sua casa, em Cascais, aos 84 anos, vítima de ataque cardíaco, e mereceu um minuto de silêncio por parte dos deputados presentes no hemiciclo.

Nascido na Madeira em 23 de novembro de 1930, o autor estreou-se com a edição de "O Amor em Visita", em 1958. "A Morte sem Mestre" foi o último livro publicado, em junho de 2014.

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