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Moda do "crowd funding" está a chegar a Portugal

Trata-se de utilizar a Internet e a ajuda da multidão de cibernautas para conseguir financiar um projecto. A TSF falou, esta manhã, com João Marques, um dos fundadores do Massivemov, sobre a origem e objectivos desta iniciativa.

A falta de apoios ao empreendedorismo e a excessiva carga fiscal aplicada às empresas portuguesas estão na origem do Massivemov.

Em declarações à TSF, João Marques, empresário e fundador do site, explicou que é «hora de mudar mentalidades» promovendo o financiamento de multidão.

Trata-se de uma forma de ajudar quem não consegue "tirar as ideias da gaveta". O financiamento de projectos vai dos cinco aos mil euros e a recompensa pode ser um simples cartão de agradecimento ou mesmo, por exemplo, uma mobília feita de papel.

O "crowd funding" começou a ser aplicado nos EUA, sendo o caso do designer Scott Wilson o mais conhecido. O antigo director criativo da Nike pediu 15 mil dólares para fabricar um relógio de pulso e conseguiu arrecadar 942 mil de mais de 13 mil internautas.

O fotografo português, João Pina, com trabalho publicado no New York Times, El País e Newsweek, associou-se à plataforma Emphas.is para captar fundos para cobrir as despesas do seu trabalho sobre as ditaduras militares na América Latina nos anos 60 e 70.

Esta plataforma [Emphas.is] trabalha exclusivamente para dar visibilidade a projectos de fotografia, para que os fotografos continuem a fazer fotojornalismo e fotografia documental de profundidade.

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