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Banhos de água no Facebook não chegam à Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica

A Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica não está a ver um "tostão" com a campanha dos banhos públicos, em que as pessoas despejam um balde de água pela cabeça abaixo.

Mamede de Carvalho, presidente do conselho científico da APELA, diz que todo o dinheiro arrecadado pelas figuras públicas - de Bill Gates a Barack Obama, passando por Cristiano Ronaldo - é para a associação norte-americana.

Por isso, o médico neurologista deixa um apelo: continuar a replicar os vídeos do balde que se tornaram virais no Facebook, mas canalizar o apoio para a Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica.

Portugal faz aliás parte de um projeto europeu lançado na Holanda que tem como objetivo fazer o estudo do genoma da doença.

Chama-se "Project MinE" e é algo distinto da campanha norte-americana. Para participar nesse estudo, Portugal precisa de juntar 400 mil euros.

Mamede de Carvalho acredita que os banhos de baldes de água com gelo foram inspirados nos banhos dos canais de Amesterdão para este projecto MinE. São duas iniciativas diferentes, no entanto com o mesmo objetivo: ajudar a investigar uma doença que é mais comum do que muitos pensam.

Os doentes afetados têm uma esperança média de vida de 3 a 5 anos depois de detetada a doença.

A Esclores Lateral Amiotrófica revela-se com uma progressiva perda de força muscular e é uma doença fatal. Distingue-se da esclerose múltipla, que é hoje em dia considerada uma doença crónica.

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