bullying

Confap receia que falta de dinheiro afete vigilância e combate a casos de bullying

O Instituto de Apoio à Criança diz que o número de casos não tem crescido mas alerta para um aumento da crueldade.

A Confederação das Associações de Pais receia que os cortes orçamentais a que as escolas têm estado sujeitas resultem num recuo da vigilância ao bullying e no apoio a crianças e jovens que sejam vitimas de violência por parte dos colegas.

É um receio manifestado a propósito do caso que hoje é noticia no Correio da Manhã, o de um rapaz de quinze anos, aluno de uma escola de Braga, que se suicidou no fim de semana alegadamente por ser vítima de bullying.

Pelo que contam os vizinhos, ouvidos pelo Correio da Manhã, Nélson queixava-se com frequência da forma como era tratado na escola admitindo mesmo que um dia acabaria por desistir.

O presidente da Confederação Nacional da Associação de Pais diz ter consciência de que o bullying continua a ser uma realidade. Jorge Ascensão afirma que com os cortes a que as escolas têm sido sujeitas é cada vez mais difícil acompanhar estes casos.

Por seu turno, a coordenadora do gabinete de Apoio à Criança e Família no Instituto de Apoio à Criança admite que os casos de bullying representam uma enorme preocupação apesar de o número de pedidos de apoio não estar a aumentar.

No ano passado o instituto recebeu 3300 pedidos de apoio, cerca de 10% eram de violencia escolar e 3% de bullying.

Melanie Tavares, que está também a preparar uma tese de doutoramento sobre as famílias com vítimas de bullying, diz que com o acesso às redes sociais a crueldade destes casos está a crescer.

Melanie Tavares diz que o bullying é um fenómeno que só pode ser travado apostando na prevenção.

O Instituto de Apoio à Criança tem a funcionar uma linha de apoio à criança, gratuita e confidencial. O número é 116 111.

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